Posso Falar? “Resident Evil 4” e “A Última Música”

24/09/2010 § 1 comentário

Olá para você que tá que irritada comigo porque a coluna só tá saindo hoje! Se você não tá, melhor ainda, porque vai se conformar por não ter piadinha sobre o dia de domingo dessa vez. Foi uma semana difícil, mas, felizmente, consegui fazer umas coisas que queria e hoje trago um especial de filmes para vocês: um lançamento nos cinemas e um em DVD e locadoras. Posso falar?

Posso falar? “Resident Evil 4: Recomeço” é O filme 3d desse último semestre!

Desde a mega produção histórica de “Avatar” do James Cameron, quase toda animação e filme cheio de efeitos visuais têm sido lançados em 3d. Conseqüentemente, várias novas salas com a tecnologia 3d digital surgiram nos cinemas de todo o mundo. Ela possibilita experienciar a sensação de estar presente na cena do filme, com direito a profundidade e coisas voando na sua cara. É uma pena que muitos dos filmes lançados em três dimensões são na verdade filmados no formato tradicional e depois convertidos para aderirem a essa tecnologia, ao invés de serem produzidos com câmeras e técnicas especiais para que ele seja 3d. Quem viu “Alice” e “Fúria de Titãs” sabe desse pseudo-efeito que eu estou falando.

Felizmente, esse não é o caso do quarto filme da franquia “Resident Evil”, que foi filmado com a mesma tecnologia de “Avatar” e estreou nos cinemas de todo o Brasil nesse fim de semana. O resultado é uma imagem impecável, com excelentes cenas de tiros, sangue, água e fumaça em três dimensões. Aqueles zumbis nunca pareceram tão reais para mim.

Sinopse: Em um mundo devastado por um vírus mortal, Alice continua sua jornada para encontrar e proteger os poucos sobreviventes que restaram. Lutando contra a Umbrella, a guerra se torna mais violenta e ela recebe ajuda inesperada de uma velha amiga. O único lugar que ainda permanece aparentemente seguro é Los Angeles, até que a cidade é invadida por milhares de zumbis que trarão terror aos poucos vivos que ainda restam, Alice está prestes a entrar em uma armadilha mortal. (Fonte: Cinepop)

Em questão de enredo, o filme não tem muito a apresentar. Ele segue a linha do último lançado, onde Alice e sua trupe buscam sobreviventes, lutam com zumbis e tocam o caos na Umbrella Corporation. Há alguns novos personagens cuja única função é te fazer imaginar quem vai morrer primeiro e algumas cenas meio mal exploradas. Tipo assim, se alguém entender quem é e da onde surgiu aquele bichão com o machado/martelo gigante me avisa.

Ainda assim, o filme é muito bom. Comparado com os outros da franquia, possui menos cenas de ataques zumbis e sangue, que são substituídas por cenas gloriosas de Milla Jovovich afundando o dedo no gatilho e matando todo mundo em terceira dimensão. Quando for ver, que seja em 3d e legendado, por favor.

Posso falar? A Miley Cyrus não consegue passar nenhuma emoção em “A Última Música”

Gente, antes de tudo, quero deixar bem claro que gosto muito da Miley e do trabalho dela, mas definitivamente não como atriz. No papel de Miley Stewart na série “Hannah Montana”, ela praticamente interpreta ela mesma, o que não requer muitos dotes de atuação. Agora, na versão cinematográfica do livro “A Última Música” do talentosíssimo Nicholas Sparks, lançada recentemente em DVD, ela simplesmente falha. E falha feio. Pode até ser que ele tenha escrito o livro pensando nela como a Ronnie e a idealizado no filme como eu li por aí, mas então ele cometeu um erro grave fazendo isso.

Sinopse: Ambientado em uma pequena cidade praiana do sul dos EUA, Steve Miller (Greg Kinnear), um pai distante, tem a chance de passar o verão com sua relutante filha adolescente Ronnie (Miley Cyrus), que preferia estar em casa, em Nova York. Ele tenta se reaproximar dela por meio da única coisa que eles têm em comum − a música − em uma história sobre família, amizade, segredos e salvação. (Fonte: Cineclick)

Eu tenho o livro, que ainda não comecei a ler, e vi o filme recentemente. A história é linda, os personagens são bem explorados, é dramático e gostoso na medida certa… Mas não tem escapatória, a Miley interpretando a Ronnie é uma pedra no meio do caminho da emoção do filme. Nas cenas em que ela devia estar realmente irritada e rebelde, ela só parece fingir estar entediada e com um desconforto similar a uma prisão de ventre, e nas cenas de demonstrar amor e tristeza, ela investe numa cara horrível e um choro forçado. Confesso que cheguei a chorar com algumas cenas interpretadas por Bobby Coleman como Jonah, irmão da Ronnie, pois ele sim sabia trabalhar com as emoções do personagem diante de uma situação extrema. Desculpa Miley, mas você deveria focar apenas na carreira de cantora, porque “When I Look At You” e “I Hope You Find It”, da trilha sonora do filme, são lindas de morrer e é o que você faz de melhor.

Anúncios

§ Uma Resposta para Posso Falar? “Resident Evil 4” e “A Última Música”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O que é isso?

Você está lendo no momento Posso Falar? “Resident Evil 4” e “A Última Música” no Doces Meninas.

Meta

%d blogueiros gostam disto: