Posso Falar? Filmes para o Halloween

31/10/2010 § Deixe um comentário

Hello world! Como vão vocês? Animadíssimos como em toda tarde de domingo louquíssimos pra rir a lot com as Video Cassetadas? Heim?
Bom, aqui é o Diogo da coluna “Ta Na Tela”. COMASSIM GENTE?? É que o Filipe foi passar o fim de semana em Ibiza e a coluna ficou comigo hoje, porque ele é rico –N Brincs gente linda. Fifi teve um probleminha em relação a internet e me pediu pra fazer o post de hoje. Responsa. Vamos então todos nos sentar e apertar os sintos porque vamos partir. Quem estiver do lado da Aretuza*, por segurança use a roupa protetora anti-vômito. Vamos então a la Valesca, posso falar?

Posso falar? Halloween está aí e nada melhor que assistir a uns filminhos de terror antes de dormir. Aqui vai uma listinha de alguns filmes que eu particularmente tenho medo de ver de noite (e até de dia mesmo)

1. Lady in White (A Dama de Branco): Num dia das bruxas em 1962, um garoto é trancado pelos colegas num vestiário da escola. Na escuridão ele conhece uma menininha que foi assassinada ali dez anos antes. Uma clássica história de fantasmas com crianças, não tem como não ter uns arrepios durante o filme.

2. The Crow (O Corvo): Um guitarrista e sua namorada são assassinados na noite do demônio, a noite que precede o Halloween. Um ano depois ele volta, guiado por um corvo para perseguir os assassinos. O filme tornou-se célebre por conta do acidente que vitimou o astro Brandon Lee durante as filmagens. A pintura do palhaço feliz virou um hit nas festas.

3. Donnie Darko: Um garoto problemático tem visões de um coelho ameaçador, que lhe revela que o mundo vai acabar na noite de Halloween. No dia marcado, seus pais estão viajando e junto com sua irmã, organiza uma festa em casa. Um roteiro excelente do também diretor Richard Kelly. Gosto demais desse filme.

4. The Others (Os Outros): Com elegância e sutileza, sem usar grandes efeitos visuais e sustos com sons (eu odeio isso), a história da mãe zelosa [louca, tá doido] que mora numa mansão isolada localizada numa ilha à espera de seu marido que foi lutar na Segunda Guerra. Altamente claustrofóbico e reforçado por características marcantes na história como as portas que precisam estar sempre trancadas ou as janelas protegidas pela luz exterior, mas também uma Nicole Kidman inspirada – muitos, na época, acharam que a primeira indicação ao Oscar dela deveria ter sido por esse e não por Moulin Rouge, filme do mesmo ano – fazem de Os Outros um dos filmes mais marcantes do começo da década. The Others deveria vir com um aviso: não recomendado a cardíacos.

5. Halloween: Michael Myers é um psicopata que matou a irmã numa noite de Halloween e está numa instituição psiquiátrica há 15 anos. Em outro 31 de outubro ele foge da instituição e volta à sua cidade para matar e tocar o terror. O filme bom é o de 1978, escrito e dirigido por John Carpenter porque as continuações eu não recomendo, até porque são seis e o melhor é o primeiro de fato.

6. Kairo – Pulse: Gente, doideira demais. Muito tenso, porém maravilhoso. O que Pulse (ou “Kairo”) mostrou não é nada parecido com o que eu tinha visto antes no cinema e com que eu veria depois até hoje. Mexe com um medo ainda mais obscuro e como diz um crítico “impregnado em qualquer pessoa que compreende minimamente a brevidade da vida: a idéia de que a morte seria sucedida por uma solidão eterna”. O diretor Kiyoshi Kurosawa expande a tristeza e o desespero desse estado numa tensão que não antecede nenhum susto, mas fica lá suspensa no ritmo lento o filme todo, terrível. Os fantasmas se manifestam em computadores e pela internet e a já conhecida relação entre solidão e tecnologia é provavelmente expressada de uma das formas mais melancólicas e medonhas que eu já vi, primeiro num espaço íntimo e no fim em proporções gigantes. O filme também tem a cena mais aterrorizante da história do cinema, a “cena do Quarto Proibido”, que só poderia ser descrita por 90 poetas trabalhando juntos. Recomendo que assistam para tirarem suas conclusões sobre essa cena e sobre o filme.
Hollywood fez um remake, mas não recomendo porque destruiu a sensação do original e é claro, é só mais um terror hollywoodiano.

7. Hiena: Grzegorz Lewandowski conta a história do menino Maly que tem medo de hienas e quando seu pai morre – em uma mina de carvão – ele fica com medo do caminho que tem que fazer até em casa. Para se distrair da vida pacata do vilarejo industrial o garoto inventa suas próprias histórias para explicar seus medos: uma família que volta da morte em forma de Hiena para matar todos que caminham pelo bosque. E a partir da primeira história que ele conta que desaparecimentos misteriosos começam a acontecer.
Maly então fica amigo de um caçador de hienas – que promete protegê-lo em troca de comida e alguns favores – enquanto sua mãe o trata mal após a morte do marido. Os estranhos desaparecimentos crescem na pequena cidade e o garoto começa a suspeitar de seu novo amigo.
Um filme muito tenso que prende com seu clima claustrofóbico, porém o verdadeiro trunfo do diretor é conseguir manter o espectador inquieto sem saber se tudo é fantasia do menino ou se é a realidade.

8. It: Gente, que palhaço demoníaco, amarrado 3x! Muita gente tem medo de palhaço, até porque eles são felizes demais para serem bonzinhos. Esse filme não é bom se formos levar em consideração o roteiro, direção e atuações. Mas quem se importa, quando ele tem o palhaço mais assustador e bizarro de todos os tempos? Esse filme já deve ter traumatizado muitas criancinhas e se você tem medo de palhaço mantenha distância desse filme. Ou então alugue com os amigos porque é diversão será certa.

9. The Exorcist (O Exorcista): Beijos porque me tranquei no quarto. O original é de 1973 e independente dos remakes e continuações terem se superado no quesito zumbis gosmentos e apavorantes, esse clássico é imperdível para os amantes do gênero “filme para o sangue gelar nas veias”. Conta a história de uma garota de 12 anos, Regan McNeil, que é possuída pelo demônio. Um padre é chamado para exorcizar a menina e o duelo entre o sacerdote e o capeta sustenta boa parte da trama. O exorcista, na época do lançamento, provocou polêmica por trazer cenas com uma forte conotação erotizada, pelo menos para a época, daí que algumas cenas foram cortadas na exibição nos cinemas. Além disso, maquiagem e efeitos visuais marcaram época e fizeram escola a partir deste filme.

10. Rosemary’s Baby (O Bebê de Rosemary): Filme de 1968, dirigido por Roman Polanski. Conta a história de um casal que se muda para um novo edifício e que faz amizade com um casal de idosos. Os dois vizinhos têm um interesse “estranho” por Rosemary, que está grávida. É um terror psicológico e explora o medo que resulta da imaginação e cresce a ponto de tornar-se realidade.

11. Carrie (Carrie – A Estranha): Filme de 1976, de Brian de Palma, diretor que é considerado pela crítica especializada e por ele mesmo um confesso discípulo do mestre Hitchcock. Conta a história de uma adolescente oprimida por uma mãe extremamente religiosa e que na escola é tida como uma pessoa esquisita, sendo hostilizada pelos colegas. A jovem, que é dotada de poderes paranormais acaba sendo vítima de uma brincadeira escrota dos colegas, com consequências trágicas. Além dos elementos de suspense e terror que foram imitados diversas vezes por filmes mais recentes, Carrie – A Estranha trata de questões mais profundas como culpa e desejo, fanatismo e crueldade. Recomendo demais esse filme.

12. Psycho (Psicose): E falar no mestre sem indicar nada dele seria uma safadeza oculta! Alfred Hitchcock tem uma filmografia perfeita para uma lista de Dia das Bruxas. Mas a sua pérola é o inimitável Psicose (apesar da tentativa muito fail de Gus Van Sant refilmar o clássico no final dos anos 90). Ainda que seja impossível refazer outro Psicose, o filme fez uma escola que se sustenta até hoje quando a intenção é meter medo. Rodado em 1960 e ousado para aqueles tempos conservadores, Psicose mistura elementos de suspense com psicanálise das boas, freudiana, incluindo um complexo de Édipo dos mais mal resolvidos de toda a história do cinema. Uma secretária, vivida por Janet Leigh, rouba 40 mil doláres da firma onde trabalha e foge da cidade, parando num hotel de beira de estrada para descansar. No local, vive Norman Beates (Anthony Perkins) um jovem reprimido pela mãe. Medo, desejo e culpa são levados ao extremo nesta história que há quase 50 anos mantém-se como um dos ícones de todos os filmes de terror e suspense.

13. The Shining (O Iluminado): Este filme de Stanley Kubrich e protagonizado por Jack Nicholson no auge da carreira é tido como o clássico dos clássicos. O filme mistura terror psicológico, loucura, paranóia e doses de eventos sobrenaturais para contar a história de um escritor em crise que aceita um emprego de zelador em um hotel que durante o inverno fica fechado. Isolado do mundo por meses, cercado de neve e vivendo em um prédio antigo cheio de histórias sinistras, o zelador (Nicholson) tem como únicas companhias a esposa, por quem nutre sentimentos de aversão por considerá-la culpada por seu fracasso como autor, e o filhinho, um garoto que tem estranhos poderes em se comunicar com o além.

14. The Hitcher (A Morte Pede Carona): Este é um dos filmes ícone dos anos 80. Conta a história de Jim, um rapaz com a tarefa de conduzir um carro através dos Estados Unidos, até a Califórnia, que para não cochilar no caminho e ter com quem conversar, decide dar carona a um estranho. Mas coisas estranhas começam a acontecer na estrada, fazendo com que Jim se arrependa amargamente da decisão. O filme é considerado o pai dos thrillers de terror atuais que envolvem estradas e serial killers.

 

Bom, depois desses filmes, faço uma pergunta: Como o Halloween ficaria no Brasil? Imaginem sacis loucos pela rua, curupiras sedentos por sangue e coisas do tipo… cômico.

 

*Aretuza who?

 


 

 

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