Meias Palavras

26/11/2010 § 2 Comentários

Para certas coisas, meia palavra basta. Aqui na minha casa isso não rola, alias, na minha cidade, no meu estado e no meu país e por fim, em todo o mundo. Esse deve ser daqueles ditados utópicos, que só servem na teoria. Hoje, não vim postar resenha porque ainda estou terminando de ler o próximo livro e ainda por cima, o tempo corre contra mim.

Quem me conhece, sabe que acompanho algumas revistas femininas só para manter em mim um lado feminino, porque até isso o tempo tem me tirado. Folheando uma das páginas cheguei à seção Amor e Sexo onde continha várias matérias sobre: Como aumentar o prazer dele; Orgasmo para todas as idades; Calcule a idade do seu futuro amor e ainda por cima Encontre o amor ideal.

Se contar que tive um acesso de raiva, vocês não irão acreditar. Acredito na ‘credibilidade’ dessas revistas, afinal, são formadas por mulheres que tem vidas ativas e talvez usem esse espaço para compartilhar algumas experiências suas. Embora, ache isso uma palhaçada sem fim. Quem disse que dá para ensinar como amar alguém? É tão fácil falar. Amor é um tipo de coisa que meia palavra não basta. Relação entre um homem e uma mulher rende é assunto.

Não sou lá a experiente, longe de mim, mas, tenho certeza que aquelas fórmulas lá não dão certo para todas (ousaria dizer que para ninguém). Por mais que nós mulheres teimamos em dizer que homem é tudo igual, no fundo, sabemos que estamos totalmente erradas. Há aqueles que realmente querem amar alguém, só não sabem como. E também existem aqueles que não querem amar ninguém, tem medo de se prender, mas, nunca negam o carinho de uma mulher e não impedem que ela o ame. E isso dói em nós. É a famosa troca justa: Te dou meu coração e você me devolve lágrimas. Na próxima comigo, eu juro que devolverei bofetadas.

Normalmente, eu digo que não tinha nenhum problema até conhecer a TPM. É sério, noventa por cento das merdas que faço é durante este infeliz período do mês que me assola com um romantismo ferrado. Porque além de sentimentos que estou gorda e encalhada, tenho os sentimentos de falta, saudade, remorso… Coisas que no dia-a-dia agüento numa boa. Daí, lá está Mariana arrumando mais uma confusão porque não sabe agüentar o coração em dias de sentimentalismo.

Meia palavra não basta. Deveria, mas hoje em dia, não basta. Contarei um exemplo, minha amiga conheceu um rapaz muito lindo em um bar na Lapa. Ele um letrado qualquer e ela uma estudante com extrema personalidade, resolveram então, trocar telefonemas e estão há semanas em um lenga lenga de me dar sono. Sou daquelas que entraram pro time que não acreditam mais e espera um Inglês em um cavalo branco. Queria eu dizer que isso é brincadeira, acredito em fadas também e estudo na UFRJ. Coragem e utopia me acompanham o tempo todo.

Sou daquelas que levantam a bandeira da sinceridade: Eu quero você e ponto final. Meias palavras comigo não rolam… Porque estas mesmas nos enrolam. Busco o que quero e vou até o fim. E quando deixo algo ou alguém de lado, também não volto mais atrás. A vida é assim. Palavras são duras doem. Palavras vazias também. Levantemos a bandeira da sinceridade e principalmente do amor ao próximo. Chega de meias palavras ou meias verdades. Ame se tiver que amar e se não for amar, por favor, não nos faça de tolas. Agradecemos.

 

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