Crítica – Segurança Nacional

05/12/2010 § Deixe um comentário

Sinopse:

2004, a lei do abate entra em vigor. A FAB está então autorizada a perseguir, atirar e se for preciso abater aeronaves que penetrem o espaço aéreo brasileiro sem autorização. Os negócios de muitos traficantes internacionais foram prejudicados. Percebendo o perigo iminente, a ABIN coloca seu melhor homem, o Agente Marcos Rocha (Thiago Lacerda) a frente das operações de combate aos narcotraficantes. O agente descobre que Hector Gasca (Joaquin Cosio) planeja atacar o quartel general do SIVAM (sistema de vigilância da Amazônia). Marcos leva a informação para Dra. Gloria (Angela Vieira), diretora da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e diretamente ligada ao Presidente Ernesto Dantas (Milton Gonçalves).

Patético define. Desculpe-me começar este texto assim. Alguns irão dar piti, reclamar, dizer que sou ingrata e não sei reconhecer o cinema brasileiro. Peço desculpas novamente, se este filme define o que é o cinema brasileiro, prefiro que esta pátria não tenha nenhum trabalho audiovisual. A intenção é ótima! Falar sobre uma nova lei, dar este conhecimento a população realmente chega ser admirável. O problema é que o roteiro, produção, elenco, montagem, filmagem, trilha sonora, iluminação do filme é péssima.

Quando vi Tropa de Elite 2 cheguei a comentar que o cinema nacional pode sim, extrair algo bom e produzir uma estória ou história de qualidade. Não incluindo, é claro, longas como Se eu fosse você ou Sexo, amor e traição. Existe milhares e milhares de filmes como Quanto Vale ou é Por Quilo que valem mais do que a pena ter em casa. Filmes produzidos por José Padilha e Sergio Bianchi merecem meu respeito. O que Segurança Nacional não conquistou.

Thiago Lacerda superou a péssima atuação. Ele, o bom moço tentando ser o Zorro levou o filme a um nível de comédia pastelão sem limites. Primeiro, brasileiro adora se gabar que não copia filmes americanizados, o que este filme prova ser uma tentativa de Triologia Bourne misturado com a Saga James Bond. Ações rápidas, ridículas e imagens de péssima qualidade dão uma impressão de trabalho não pensado. De dinheiro mal investido também. Nem os curtas de baixa produção do AXN Film Festival conseguem chegar a tal ponto. Nem lá na UFRJ que gravamos com uma simples PD e raramente uma HD pagamos mico como este.

Como disse, a tentativa foi ótima. O trailer me pareceu ser um mega filme. Não consigo definir tamanha decepção. A história começa ruim, desenvolve pior ainda e o fim salva contando a história da lei. Atores “consagrados” (dizem, não é mesmo), um roteiro previsível demais, uma trilha sonora sonolenta (Quando que um filme de ação Marina Elali se encaixa perfeitamente?!), romance da moçinha e do moçinho parecia mais amor de irmão do que um homem e uma mulher correndo risco de vida.

De todas as outras coisas piores que poderia continuar falando sobre este filme, digo que se o cinema brasileiro continuar investindo em tal gênero chegue a um ponto satisfatório. Porém, há muita milha a ser percorrida. Reforçando, a tentativa foi boa, porém, poderiam ter escolhido outros atores, temática e esperado ter mais dinheiro para os efeitos especiais. Afinal, usar The Sims e Battlefield como efeito foi o fim da picada. Embora, o meio ponto que dou é só porque fugiram um pouco das favelas, corrupção na polícia e etc. Só isso.

Não recomendo este filme para vocês.

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