Crítica – Comer, Rezar e Amar

11/12/2010 § 1 comentário

Oi meninas, neste sábado ensolarado, trouxe uma pequena e singela crítica de mais um filme que assisti neste final de semana (o primeiro das férias). Comer, Rezar e Amar foi lançado já tem um tempinho e por indicação da minha irmã e me rendi a assistir.

 

Sinopse:

Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna deve sonhar em ter – um marido, uma casa, uma carreira bem-sucedida – ainda sim, como muitas outras pessoas, ela está perdida, confusa e em busca do que ela realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Gilbert sai da zona de conforto, arriscando tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por autoconhecimento. Em suas viagens, ela descobre o verdadeiro prazer da gastronomia na Itália; o poder da oração na Índia, e, finalmente e inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali. Baseado no best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar, Amar prova que existe mais de uma maneira de levar a vida e de viajar pelo mundo.

 

Quem tem o sonho de viajar pelo mundo, este filme te deixa ainda mais animado para realizar o sonho. Passado em cenários magníficos e com montagem de cenas bastante pensadas, este longa te prende pelo cenário e não pelo conteúdo. Segundo pesquisas, o livro é muito mais envolvente que o próprio filme. Depois de assistir umas duas vezes e ler trechos do livro encontrei o motivo de tal diferença entre os dois. O diretor Ryan Murphy que sempre tem o mesmo estilo de roteirizarão (mania infeliz de enxugar histórias) e a atriz principal Júlia Roberts.

A queridinha da América está a cara de todas as suas outras personagens. Parece que ela é a Linda Mulher, a Noiva fujona, A esposa louca do Brad Pitt ou qualquer outra personagem expressiva dela. A mesma cara. A história é intensa justamente pelo momento de descobertas que a personagem passa e a superficialidade de Júlia não conseguiu passar emoção, muito menos uma mudança. Visto que Liz Gilbert muda muito com o decorrer do filme. A mesma cara de choro do começo encerra com o choro apaixonado.

A primeira parte do filme se passa na Itália. Onde, obviamente, a moça redescobre o paladar. E você também quer redescobrir e viver o prazer de não fazer nada. Cheguei a fazer um jantarzinho especial (espaguete ao molho branco acompanhado por vinho tinto seco) só porque o filme me deixou com água na boca. A paisagem é envolvente, a comida, a história, mas a atriz até então, te convence. Você questiona certas expressões e posturas, mas deixa passar.

A segunda parte é tão relaxante, mas tão relaxante que te dá sono. Liz resolve encontrar em Deus (ou em um deus) a paz necessária para enfrentar seus problemas internos e conseguir dar perdão a si mesma.  Após essa vitória, retorna a Bali (ilha onde o filme começa) para reencontrar seu xamã. É, dessa forma que descrevi que acontece. A expressão da Júlia é a mesma. Ela é uma excelente atriz, reconheço, mas não senti a paz que deveria ter sido passada neste momento.

E por fim, reencontra o amor em Felipe, um brasileiro que vivia na ilha. Reconheço que Javier se esforçou no português e cá entre nós, adoraria ensiná-lo melhor, mas é inevitável não sentir vergonha do sotaque cavernoso e a trilha (sempre a mesma música) de bossa nova ao fundo. Acredito eu, que os Italianos e Indianos devem ter sentido o mesmo. A tentativa de produzir um filme com diferentes países foi válida. Não chegou lá, mas, tá bonzinho.

Ainda assim, o romance deles não é algo de se suspirar. Acontece tão rápido que quando você vai ver, acabou o filme. O drama é o mesmo. Medo de amar. Ê desgraceira! Sempre o medo de amar que impede o casal principal ficar juntos. O bonitão se declarando e você fugindo porque está confusa. Não sei do quê estou reclamando, se esta (acima do sotaque e a falta de expressão) é a parte mais verdadeira do filme.

Este filme tem muitas coisas boas no qual podemos extrair para nossas vidas e algumas outras que não precisamos repetir. Acima de erros técnicos, é um bom filme para assistir em um dia de tédio.

Beijos

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§ Uma Resposta para Crítica – Comer, Rezar e Amar

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