Posso falar? Crítica de “As Crônicas de Nárnia: Viagem do Peregrino da Alvorada”

17/12/2010 § 1 comentário

Boa noite leitores e leitoras do Doces Meninas! Como estão se sentindo nessa friday night? Entrei de férias semana passada e já comecei a curtir, porque o tempo voa. Acreditam que daqui há exatamente uma semana todos os seus tios chatos do interior vão para a sua casa comemorar o Natal? Que, em apenas uma semana, aquela sua tia safada vai fazer trilhões de piadinhas sobre o peru da ceia? Antes que essa data linda chegue, vem comigo curtir o post de hoje. Passei a semana inteira em São Paulo e tô cheio de novidades para os próximos posts. Para hoje, reservei críticas de um dos filmes que  vi, “As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada”.  Posso falar?

 

Posso criticar? “As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada”


Como eu já falei do que se trata o filme no post da sexta passada, vou me focar na crítica hoje. ATENÇÃÃÃO: Eu posso soltar uns spoilers, então se pretende ver o filme sem saber de nada, não leia.

Primeiro de tudo, eu amo a saga “Nárnia”. Li algumas partes daquele livrão quando estava no ensino fundamental  e desde já gostava. Vi o primeiro filme “O Leão, A feiticeira e o Guarda-Roupa” no cinema quando ainda era meio criança e curti muito, mesmo com as cenas bizarras das guerras sem uma gota de sangue (o que era entendível já que era um filme da Disney). O segundo filme “Príncipe Caspian”, tão bom quanto o primeiro, não lembro direito onde vi, mas me lembro dele e do desenrolar da história com o tal do Caspian. O terceiro e mais recente filme foi, diferente dos outros dois, lançado pela Fox Films, o que de cara já muda bastante a história.

Quando fui assistir ao filme, por alguns motivos, talvez tivesse que sair antes do final da sessão. Fiquei desesperado, pois o enredo do filme segue de um modo que te prende para saber o final. Desde a primeira cena até a última, você fica paradinho na sua cadeira esperando as imagens rolarem na tela. Não li o livro, mas pelo o que eu soube  de alguns amigos o filme é bem fiel à história original.

A imagem do filme é impecável. Os efeitos especiais são muito bem feitos, o que dá à “Nárnia” um aspecto de um lugar quase divino. As cenas que envolvem água, como o navio Peregrino da Alvorada em alto mar e a entrada ao País de Aslan no final, merecem um destaque especial, pois são realmente belíssimas. Diferente dos outros filmes, a equipe de efeitos especiais optou por usar menos animações gráficas e telas verdes e caprichar nos cenários, o que rendeu ao filme uma grande sensação de realismo.

Uma das poucas coisas que me incomodaram foi a atuação pobre de Skandar Keynes e Georgie Henley como os irmãos Edmund e Lucy Pevensie. Nos outros filimes, talvez por estarem contracenando com os atores que interpretavam os outros irmãos Susan e Peter Pevensie, a relação íntima e única de irmãos ficava mais presente. Porém, em “Viagem do Peregrino da Alvorada”, eles não convencem. Faltou mais amor, afeto e amizade para que eles realmente transmitissem a mensagem de que eram irmãos. Já Will Poulter no papel de Eustace Scrubb merece destaque, interpretando nas primeiras partes do filme o primo chato e mimado dos irmãos Pevensie e demonstrando a sua transformação ao longo do filme, virando e desvirando dragão.

Um detalhe importante que notei é a relação do filme com dados bíblicos. Terei que rever os outros filmes para perceber se tal fato também ocorre, mas nesse filme notei que há a alusão da terra de Nárnia como uma terra alternativa que possui o seu Deus, o leão Aslan. Tal fato é comprovado na cena final, quando Aslan diz que qualquer pessoa pode se comunicar com ele no mundo real, porém, lá ele é mais conhecido por outro nome. Na mesma cena, também há a representação do céu, como o País de Aslan, quando o leão fala que é um lugar que pertence apenas a alguns, e que não há volta uma vez que se entra nele. Além disso, há a referência clara aos sete pecados capitais na busca pelas sete espadas sagradas. Nas cenas que mostram os locais onde tais objetos estão, são retratadas, de formas diferentes, as consequências da ganância, da gula, da luxúria, da vaidade, da ira e da inveja (alguém percebeu mais algum?).

Queria poder fazer uma análise do 3D do filme, que é convertido, porém não consegui assistí-lo nesse formato. Ouvi opiniões divergentes sobre o mesmo, uns dizendo que o efeito é muito bom e outros dizendo que ele simplesmente não existe. Se eu tiver a chance de vê-lo em 3D (agora que o cinema pobre da cidade tem essa tecnologia), eu faço uma crítica à parte.

 

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§ Uma Resposta para Posso falar? Crítica de “As Crônicas de Nárnia: Viagem do Peregrino da Alvorada”

  • ThisIsL disse:

    (agora que o cinema pobre da cidade tem essa tecnologia) MORTA! Bom, eu vi em 3D RISUS E sinceramente? Eu gostei! Todo mundo sabe que 3D não funciona com ação, o 3D é mais pra animação mesmo. Ele não fica presente em todos os momentos do filme, mas em alguns momentos você pode perceber sim. No geral concordo com você, o filme é excelente, os efeitos e eu amei a atuação do Will Poulter, ele deu vida ao filme.

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