Meu D.R com o Rock

06/01/2011 § Deixe um comentário

Certo dia desses um amigo meu me contou que recebeu uma proposta de cantar no Rio de Janeiro. Alguns dias depois o administrador do estabelecimento ligou pra informar que o repertorio havia sido trocado, ao invés do rock deveria ser cantando sertanejo universitário. Como o Brasil é tão escasso de emprego e adora dar oportunidades pra seu povo ele se sentiu na obrigação de fazer o show, afinal dependia do dinheiro.  Sem preconceito algum ele aceitou cantar sertanejo, mas obviamente gostaria mais de cantar o que gosta: rock.

Sem nenhuma intenção de ferir o orgulho de ninguém ele postou na internet que iria fazer um show de sertanejo universitário. Não bateu nem cinco minutos e as respostas dadas a ele foram desaforadas e com um teor preconceituoso, e detalhe, sem precisar já que acho que ainda nesse mundo alguém pode gostar de rock, ser roqueiro e sobreviver de outras músicas.

Agora eu pergunto a vocês, a maioria dessas pessoas que provavelmente deram essa resposta a ele não sabem o que é e da onde veio rock.  Ele tem varias vertentes não é um só e também não pode ser considerado assim.  O rock ele tem um motivo pra existir, pois seus ritmos fortes não foram compostos a toa foi pra defender uma causa, pra conseguir de volta algo que perderam injustamente.

Cai entre nós, alguém aqui realmente acha que o Restart usa calça colorida pra defender alguma idéia? Ser brega, usar calças coloridas e ter cabelos estranhos já fez muito sucesso sim com a tropicália (estilo musical formado pelos maiores cantores do MPB atual na década de 70) inclusive com a banda Mutantes.  Eles usavam isso pra chamar a atenção de uma época aonde eles não tinham voz alguma (ditadura militar) e mais, ainda era pra mostrar que todo mundo era capaz de fazer mais do que aquela vida tradicional.

Pra mim o que fizeram com esse meu amigo foi culpá-lo por algo enorme que nem se ele quisesse conseguiria fazer sozinho. Nas respostas ao que ele postou o culparam de tirar a identidade do rock e exigiram  ele uma opinião que o próprio rock não tem mais. Querem uma identidade? Então formem um conceito e definam o rock antes de chamar algumas bandas pra fazer parte dele.

Quando fui ao show do capital inicial, o vocalista gritou no final: “O rock não tem cor, o rock é preto!” Concordo até certo ponto, mas não porque o rock não é colorido, a crítica dele foi de um conjunto de bandas e não da cor da roupa deles.  Os Beatles não faziam letras geniais, e nem muito menos harmonia (quem toca instrumento sabe muito bem disso), mas se estivessem feito musicas tão superficiais porque seriam considerados imortais?

O que importa é que o rock sendo colorido ou preto, sendo imortal ou não, tendo uma causa ou não, nenhum estilo pode ser menosprezado pelos roqueiros e nem por ninguém. Infelizmente vivemos em um mundo que o que você gosta não importa mais, pois se quiser comer, beber e ter onde morar a sua saída e fazer o que te dar sustento pra isso. Viver do rock seria ótimo, mas pra conseguir isso não depende mais de ser apenas bom musico, tem que ser bom em outras coisas também.

Beijos Lara.

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